Teia Cast 02 - Succubs/Inccubus


Ahoy pessoas, quem vos fala é o Hauff, lhes trago o segundo TeiaCast, falando um pouco sobre Succubus e Inccubus!
contato - vhauff@live.com






LINKS DE REFERENCIA:

Conexões

- Para muitos pastores Luteranos, o exorcismo era apenas um ato para a “exibição do demônio”. Preferindo tratar casos como esse com orações e desprezo. Dito isso podemos chegar à conclusão que Luteranos veem o Diabo como alguém cujo qual quer atenção, necessita que as pessoas vejam o que ele pode fazer, vejam que ele está ali – Disse o Professor Charles Gasparin, escrevendo no quadro as palavras Demônio/Assassino e ligando elas com uma flecha a “Necessidade de atenção” – E nisso turma, temos a frase que resume vários casos, o demônio quer atenção, dessa forma chegamos a uma das mais comuns alegações de doentes mentais “Eu estava agindo sobre controle do Diabo”, “ Exu me mandou fazer aquilo”.
- E isso ocorre em que tipos de casos professor? – Pergunto o Ronaldo um dos alunos.
- Não é obvio Ronaldo? – disse o professor se apoiando na mesa e cruzando os braços – Em casos que geralmente veem a público, que tem imagens dos assassinatos exibidas ou vazadas na internet.
- Okay, mas como sabemos se o assassino está mesmo sofrendo de doenças mentais ou está apenas inventando? – Perguntou mais uma vez Ronaldo.
- Essa é uma questão para outra aula meu jovem, aqui nós estamos apenas explorando os confins das mentes que vocês terão que encarar no futuro.
Nesse momento o sinal toca e os alunos começam a guardar suas coisas, o professor imita o alunos. Guarda suas pastas, seus canetões e depois apaga o quadro, desliga todas as luzes e então tranca a sala. O corredor já tinha pouco alunos, como o professor geralmente tinha mais coisas para guardar, quando terminava de arrumar tudo a maioria dos alunos já havia saído. Ele foi andando pelo corredor com paredes azuis, seu reflexo aparecia no chão branco e limpo, quase perfeitamente e seus passos ecoavam pelo corredor quase vazio de uma maneira um pouco tenebrosa.
-Professor Gasparin – cumprimentou a Professora Emili Dias assim que ele entrou na sala dos professores – Como foi o seu dia?
- Mais uma viagem por mentes perturbadas – respondeu ele se sentando numa cadeira, quase desmoronando sobre ela – Hoje foi o dia das explicações religiosas e o seu?.
- Hmnn, o demônio me mandou fazer isso, é a minha perturbação preferida – Respondeu ela soltando uma risada – Nada de muito interessante nas aulas de legislação.
Os dois continuaram a conversar por mais alguns instantes até que o Professor Charles se levantou e foi até o seu carro um Fiat Tempra verde escuro. Abriu a porta e tirou as embalagens de fast food. Tentou colocar a chave para dar a partida mas deixou ela cair, tateou o chão por entre a sujeira para conseguir sentir a chave com a ponta dos dedos e a puxou, deu partida do carro e foi rumo a sua casa.
Era quase 23:30 quando ele chegou em casa, desceu do carro abriu o portão da garagem e depois voltou para o carro e andou alguns metros e depois tirou a chave da ignição. Ficou parado no carro por alguns instantes, soltou um suspiro de cansaço e levantou foi o portão e o fechou.
Segunda-Feira: 22:00
O foco da aula de hoje foram desculpas relacionadas a religiosidade, em especial algo que o Sr. Gasparin disse me chamou a atenção. Que muitas pessoas matavam por necessidade de atenção, que era um chamado implorando para que o notassem.
Terça-Feira: 03:00
Acordei agora de um sonho bem vivido, eu vi ele no sonho, o Príncipe da Luz, ele tem uma tarefa para mim. Quer que eu faça as pessoas enxergarem como ele é poderoso, como ele é magnifico.
Ele me passou tudo que eu precisava saber sobre a tarefa e agora eu vou sair para executa-la. Em breve todos conhecerão o poder do meu senhor e irão prestar atenção nele novamente.

Charles acordou com o som do seu despertador era 9:00hrs, esfregou um pouco os olhos e pegou o celular na mão para ver as notificações, mas não havia nada de importante. Esticou as pernas ainda embaixo das cobertas, depois levantou elas e se levantou, sentiu um arrepio subindo pelas costas assim que os seus pés entraram em contato com o chão gelado. Tateou o chão com seus pés até achar dois chinelos de pano e os calçou, ficou sentando por um estante e deu uma espreguiçada mais enérgica e então aproveitou o embalo e se levantou por completo da cama e rumou para o banheiro.
Parou em frente a pia encheu as mãos de água e jogou na cara, depois seguindo seu ritual matinal botou pasta de dente em sua escova e ficou encarando a sua cara cansada no espelho enquanto escovava os dentes. Após isso foi até a cozinha com passos lentos, encheu uma chaleira de água e botou no fogo, deu alguns bocejos enquanto pegava a xícara, o café, açúcar e depois misturava tudo.
Após a chaleira apitar, ele desligou o fogo e colocou a água dentro da xícara e levou ela para o balcão da pia, ligou a televisão apenas para fazer um ambiente enquanto ele abria a geladeira e pegava as coisas para fazer um sanduíche. Estava concentrado em seu sanduíche quando ouviu a televisão anunciando.
“Um homicídio ocorreu nessa madrugada, em uma casa situada no subúrbio. Não temos tantas informações sobre a vítima, apenas que ela pode ser uma senhora de 65 anos. Também fomos informados que o assassino retirou toda pele da vítima e costurou tecidos no lugar, fiquem ligados no canal durante o dia para saberem de mais informações. ”
O professor ficou um pouco atônito depois da notícia, pensando em que tipo de gente poderia cometer tal crime com uma idosa e sabendo que essa história iria se prolongar. Enquanto se encontrava perdido nesses pensamentos escutou seu celular tocando sobre a mesa. Pegou ele na mão para ver quem estava ligando, porém, o número era confidencial.
- Alo – disse o Professor atendendo o telefone com uma certa curiosidade – Com quem estou falando?
- Professor Charles Gasparin? Aqui é o Delegado Fábio Melo. – Respondeu o Delegado com uma voz mais encorpada.
- Sim é o próprio, em que posso ajudar Delegado? – Charles já estava acostumado com aquele tipo de ligação, era usualmente consultado pela policia em alguns casos com um teor mais estranho, um privilégio que ele gostaria de não ter.
- Bom, acho que o senhor já deve ter ouvido algo sobre o homicídio que aconteceu está madrugada não é mesmo? – Perguntou o Delegado, porém antes de esperar uma resposta continuou falando – Bom, achamos algumas coisas que gostaríamos que o senhor desse uma olhada, se pudesse passar aqui na 23ª Dp o quanto antes, ficaríamos grato.
- Okay, irei terminar meu café e em seguida passo ai, até mais delegado – disse o professor desligando antes de qualquer chance de resposta do delegado.
Ele pegou seu sanduiche que estava sobre a mesa levou até a bancada junto com seu café, se sentou em seu banco alto para ficar na altura da mesa e tomou um longo gole. Deu uma mordida em seu lanche e depois largou tudo sobre a mesa e foi para o quarto se trocar. Mais uma vez, adentrou no seu Tempra cheio de entulho, deu a partida e rumou em direção a delegacia.
Ao chegar lá notou um intenso movimento tanto de policiais quanto de imprensa nos arredores. Com dificuldade conseguiu transpor a barreira de repórteres e câmeras que estava na frente da porta da delegacia, já dentro do recinto rumou diretamente para a recepção aonde uma moça estava no telefone, esperou alguns instantes até ela desligar e conversar com ele.
- Em que posso ajudar senhor? – pergunto ela de maneira simples e direta.
- Eu sou o Professor Charles Gasparin, o Delegado Fábio pediu para que eu viesse dar uma olhada em algo.
- Só um momentinho – disse ela pegando o telefone novamente e discando o ramal do Delegado – Senhor, o Professor Charles está aqui, disse que o senhor o chamou, okay, ele está esperando o senhor na sala dele, siga reto até o fim do corredor, o nome dele está na porta Professor.
- Muito obrigado – disse o professor acenando com a cabeça para a secretária e indo em direção a porta.
- Só um momento Professor – chamou a secretária novamente – Esqueci de lhe entregar isto.
-Mais uma vez, muito obrigado – respondeu ele pegando um pequeno adesivo que dizia “Visitante” e colocando no seu peito, chegou até a sala do Delegado e bateu na porta 3 vezes como era seu costume.
- Ah professor, prazer, sou o Delegado Fábio Melo – disse ele abrindo a porta e estendendo a mão para cumprimentar o professor – Ouvi muito sobre a sua ajuda no caso Teixeira e no Maníaco de Rio Grande.
- Muito obrigado Delegado, mas eu só estava cumprindo meu papel como cidadão, nada demais – respondeu o professor se sentando em uma das cadeiras enquanto o delegado voltava para a sua cadeira também. – Mas então, no que posso ajudar vocês hoje?
- Bom Professor, espero que o senhor tenha estomago – respondeu o Delegado pegando um tablet de cima de sua mesa e um par de fones de ouvidos e passou para o professor – Precisamos que o senhor veja isso.
Charles colocou os fones e pegou o tablet, tinha apenas um arquivo de vídeo, com o nome de “Fase 1 – Atenção” ele pressionou o dedo sobre o arquivo e começou a reproduzir. O Ambiente do vídeo era escuro, dava para ver uma mesa de madeira, redonda cuja qual recebia um foco de luz, o resto era escuro demais para ser visto, mas parecia com uma cozinha com uma decoração um pouco antiga, então apareceu uma figura, com uma mascará sobre a luz que estava direcionada para a mesa. A mascará era toda branca, com o formato de um bico no meio e os olhos em elipses inclinados para o centro da máscara, parecido com a fisionomia de uma coruja. Ele fica um curto tempo sobre a luz da câmera, depois ele se afasta e volta trazendo algo, o que parece ser um corpo de uma idosa. Coloca ele sobre a mesa e começa passar uma faca sobre a pele da vítima de maneira bem delicada, começa na região do pescoço aonde faz uma perfuração maior, depois segue suavemente ido até a cintura, depois sobre novamente pelo outro lado até o corte inicial da garganta. Ele fica por alguns instantes na frente da câmera, mexendo os braços com bastante força, quando ele sai da frente da câmera, percebe-se que ele tirou toda a pele do torso da mulher, deixando sua gordura/músculos a vista, o vídeo continua por mais alguns segundos fitando apenas o corpo da mulher que já está sem vida sobre a mesa até ele retornar com uma espécie de pano, ele cobre a mulher com ele e começa a costurar o pano no lugar da pele, ele demora alguns minutos para costurar completamente. Depois disso ele some por alguns instantes deixando apenas o corpo ainda sobre a cama, porém desta vez com um tecido florido cobrindo seu torço, então ele volta com um cartaz escrito com sangue.
“O Demônio Só Quer Atenção”
Chamem o Professor Charles Gasparin
O vídeo termina nessa parte, o professor fica atônito por um instante até largar o tablet em cima da mesa, e o delegado começar a colocar fotos sobre a mesa de um botijão de gás aparentemente coberto por pele humana.
- Ele tirou a pele da Senhora e colocou ela no lugar da capa do botijão de gás – disse o delegado depois de largar as fotos – Quanto a capa dele, acho que não preciso lhe dizer aonde ele a colocou, mas o que mais me chama a atenção é o cartaz no final do vídeo professor.
- Eu disse essa frase, na minha última aula delegado – disse o professor fitando o nada ainda tentando absorver tudo aquilo – Nessas mesmas palavras.
- Na sua última aula o senhor quer dizer ontem, antes do assassinato? – Perguntou o Delegado anotando um caderno e pegando o telefone – Carol, preciso que você me passe com a FDRG (Faculdade de Direito de Rio Grande)
- Eu tenho a lista dos Alunos aqui comigo delegado, não precisa ligar para faculdade – disse o professor abrindo a sua pasta e tirando alguns papeis. – Tenho uns 16 alunos nessa aula, é a turma de Psicologia Comportamental.

- Muito obrigado professor – disse o Delegado pegando a lista com o nome dos alunos e desligando o telefone – Houve algo incomum na última aula? Sobre o que o senhor estava falando?
- Eu estava explicando sobre uma das principais desculpas de doentes mentais – disse o professor pegando mais algumas folhas de dentro da sua pasta e passando para o delegado – Assassinos que alegam que o Demônio os mandou realizar tais atos, nessas folhas tenho todo o conteúdo da aula delegado.
- Muito obrigado professor, iremos analisar os papeis, caso o senhor possa deixar o conteúdo de suas futuras aulas, ficaríamos muito grato – disse o Delegado, enquanto o professor pegava mais alguns papeis dentro de sua bolsa e entregava para ele – Bom, muito obrigado professor, por fim tenho que pedir que o senhor não saia da cidade enquanto a investigação estiver em andamento, em casos normais deveria pedir um depoimento, mas devido ao seu histórico de auxílio a polícia acredito que não será necessário. Enfim entraremos em contato professor.
- Como disse antes Delegado, apenas cumpro meu papel como cidadão – disse o professor apertando a mão do delegado e rumando porta fora – Até mais ver.
H.
fonte da imagem:https://misteriosoobjetoalmediodia.files.wordpress.com/2014/03/homeland-tablc3b3n.png

Teia Cast 01# Slenderman



Ahoy pessoas, quem vos fala é o Hauff, estou aqui apresentando para vocês o primeiro podcast do blog, o primeiro de muitos eu espero, seguei abaixo as imagens e os links mencionados no podcast!

contato:vhauff@live.com


Nós não queremos ir, não queria matá-los, mas o seu silêncio persistente e horríveis braços estendidos, nos consola ao mesmo tempo …” – 1983, fotógrafo desconhecido, presumivelmente mortos.” 
“Uma das duas fotografias recuperadas do incêndio da Biblioteca Municipal Stirling. Interessante ter sido tirada no dia que desapareceram catorze crianças e por fazer referência a algo conhecido como “Slender Man”. Deformidades citadas como ‘defeitos na película’ por funcionários. O Fogo na biblioteca ocorreu uma semana depois. Fotografia real e confiscada como prova. – 1986, a fotógrafa: Mary Thomas, desaparecida desde 13 de junho de 1986.” 



The Tall Man 01

The Tall Man 02
Links de Referência:

Phantasm Filme Completo Sem Legendas: https://www.youtube.com/watch?v=D6EMvu_8e0Y
Segredos da Serra da Madrugada: https://www.youtube.com/watch?v=5OGv3gARino
Slender Man ( 2016 ) Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=-k0L9mhkZCM

Choro - Parte 2


Caso não tenha lido a primeira parte, da uma clicada aqui.

Depois de duas semanas de tratamento eu já estava bem apegada ao meu pequeno bebezinho, lhe dava comida 3 vezes por dia, trocava suas fraldas, tudo que eu sempre quis era real. Meu pequeno Charles era tudo para mim, a vida estava totalmente perfeita.
 - Olá senhora, como está hoje? – perguntou a enfermeira
 - Muito bem Charlotte, o pequeno Charles acordou a pouco, está cheio de ânimos hoje – responde animada.
- Que ótimo, hoje trago novidades – respondeu a Charlotte – Vamos aumentar a sua medicação, irá começar tomar dois comprimidos de manhã, almoço e noite.
- Ok, acredito que isso não ira interferir muito na nossa rotina não é mocinho.
Ela deixou os remédios e o café da manhã, depois passou mais duas vezes para deixar o almoço e a janta, tudo estava correndo como nos outros dias. Acordei no outro dia me sentindo diferente, demorei alguns instantes para perceber que eu estava toda molhada. Estranhei o fato, por que não me lembrava de ter sonhos ou de acordar excitada assim, fui direto para o banheiro e me limpei antes de ir pegar meu bebezinho, quando sai do banheiro e fui até o berço fiquei atônita, o pequeno bebe que estava lá não era mais um bebe, era um criança de uns 7 anos. Meu pequeno Charles havia crescido um pouco. Cutuquei ele um pouco para acorda-lo gentilmente.
- Oi mamãe – ele respondeu todo carinhoso e com uma carinha de sono – Posso dormir mais 5 minutinhos?
- Nada disso seu dorminhoco – disse eu pegando ele no colo – Temos que acordar por que está quase na hora do café da manhã.
Ouvi alguém batendo na porta, era a Charlotte com o café.
- Bom dia Sra. Somniure, como estão as coisas hoje?
- Estão muito boas Charlotte – respondi animada – Como você pode ver, nosso pequenino aqui cresceu um pouco, você poderia arrumar umas roupinhas para esse gigante de 6 aninhos aqui?
- Oh, claro senhora, iremos até trocar o berço por uma caminha – respondeu ela toda animada – De tarde irão trazer tudo que precisar OK.
De tarde alguns homens vieram com um box de casal para meu pequeno Charles, também trouxeram várias roupas, roupinhas pequenas, até roupas que um garoto de 18 anos usaria, guardei tudo no novo guarda roupa que eles haviam montado, depois vimos televisão o dia inteiro. De noite ele pediu para dormir na minha cama, eu não neguei é obvio. Tive meu primeiro sonho naquela noite, foi um sonho suave, foram mais lembranças acredito. Vi jantares que tive com meu marido, algumas noites mais quentes, todas as noites de inverno vendo filmes agarradinhos embaixo dos cobertores.
No outro dia acordei toda molhada novamente, corri para o banheiro antes que o pequeno Charles acordasse, me limpei e voltei e ele estava vendo televisão. Fui até o sofá para me juntar com ele, de inicio tive um impacto mental, mas depois tudo voltou ao normal. Meu pequeno Charles havia crescido um pouco mais, agora está com uns 10 anos.
- Mamãe, olhe está passado o Pernalonga, vem assistir comigo – não tinha como recusar o pedido e fui para o sofá com ele.
Charlotte deve ter entrado, mas nem percebi, só senti o cheiro da comida em cima da mesa. Tivemos outro dia incrível, estava cada dia mais apaixonada por aquele pequeno garotinho.
Acordei molhada mais um dia, mas dessa vez eu estava totalmente sem roupa, meu pequeno Charles estava deitado na sua cama, ferrado no sono, o que me deu tempo de ir até o banheiro tomar um banho e colocar um roupão. Quando sai ouvi a televisão ligada em um filme e vi meu Charles ainda maior sentado no sofá. Fui até lá e ele estava só de cueca olhando atendo para a televisão. Ele se parecia muito com meu ex-marido.
- Bom dia querido, o que está vendo? – perguntei me sentando bem perto dele.
- Não sei, acordei agora pouco e liguei a televisão – disse ele olhando atento para a televisão.
Continuei sentada ali ao seu lado assistindo com ele, pouco tempo depois me aproximei mais dele e fiquei abraçada com meu bebezinho. Estava assistindo e via que ele várias vezes mudava de posição, mas não dei muita bola. Sentia o cheiro no cabelo dele, era muito bom, quando vi estava com meu nariz atrás da orelha dele. Ele estava parado sem saber o que fazer, coitado não deveria saber como lidar com aquela situação, eu decidi me deixar levar pela vontade, passei minha mão pelo peito dele, enquanto continuava a cheirar o pescoço dele e dando pequenas mordiscadas na orelha dele. Fui descendo a minha mão no peito até a cintura dele até chegar no pau dele, estava duro como pedra, mas ele ainda continuava calado.
Botei minha mão dentro da sua cueca e comecei a masturbar ele, desci minha boca até o pescoço e comecei a beijar ele. Nesse momento ele tomou sua primeira iniciativa e colocou uma das mãos em meu peito, suas mãos eram quentes e macias, ele apertava a boca do meu peito com seus dedos, era delicioso. Fui subindo a boca pelo pescoço até beijar ele, foi um beijo intenso e demorado, adorei ele. Quando vi estava em cima dela, com uma mão em seu pau e outra em seu pescoço, enquanto ele deixava uma mão na minha bunda e a outra no meu seio. Tirei meu roupão e fiquei totalmente pelada para ele, parei de masturbar ele e guiei ele até dentro de mim, comecei a cavalgar nele enquanto ele segurava os meus seios.
Estava gemendo muito alto, aquilo estava realmente muito intenso, sentia ele vibrando dentro de mim, me completando como eu me sentia quando era casada só que muito mais forte. Ele começou então a ficar cada vez mais bruto, sua pegada ficou mais forte, depois começou a puxar meu cabelo. No inicio eu relutei, mas depois aceitei, era bom. De repente ele me levantou um pouco, somente para conseguir “sair” de dentro de mim, não entendi o por que, até que senti ele entrando novamente, só que dessa vez por outro lugar. Doía, era muito grande e ele estava colocando tudo de uma vez, quando tudo entrou ele começou a me fazer cavalgar, eu sentia o sangue escorrendo. A dor ia ficando cada vez mais intensa, suas mãos me apertando cada vez mais, apertava meu pulso, meu torso, até que uma delas chegou ao meu pescoço, comecei a sufocar um pouco.
Tentei pedir para ele parar pois estava cada vez mais dolorida, mas a mão na minha garganta estava cada vez mais forte, até que ele colocou a outra e começou a apertar cada vez mais. Tudo começou escurecer e eu cai para o lado no chão, só via borrões em meio a instantes de clareza, consegui enxergar ele colocando o roupão que eu estava vestindo e indo para perto da porta, depois a porta abriu bruscamente, mas eles passaram diretamente por ele e foram até mim. Mais uma vez consegui enxergar tudo normal e vi ele dando um sorriso tenebroso em minha direção e saindo pela porta, depois disso tudo ficou escuro.

H.

Choro - Parte 1


“- Foi um parto difícil – foi a primeira coisa que eu ouvi do doutro depois de um trabalho de parto de 7 horas.
- E onde ele está doutor? – perguntei louca de vontade de ver meu pequeno bebe, estava agarrada a mão do meu marido de ansiedade, quando percebi a expressão pouco amistosa do médico.
- Então, não tem uma maneira fácil ou boa de dizer isso – nesse momento toda ansiedade que eu tinha havia se tornado por um desejo mortal de não ouvir o que o médico iria dizer a seguir. – O cordão umbilical estava enrolado na garganta dele e enquanto ele saia, foi ficando cada vez mais apertado, tentamos ressuscitar, mas já era tarde demais....eu sinto muito.”

- Esse foi o pior momento da minha vida, o filho que eu carreguei em minha barriga, estava morto, nunca iria ver seu rosto, nunca iria ouvir sua risada, sentir sua pele. É difícil até de descrever isso novamente. Isso aconteceu por volta dos anos 2000, 6 meses depois fui largada por um marido que havia se tornado alcoólatra e me traia com a garota que deveria ser a baba para o bebe que nunca nasceu.
-Ok Sra. Somniure, acho que temos o suficiente para registro – disse o homem de terno anotando tudo em um tablete – Em alguns instantes outro instrutor irá vir aqui para lhe detalhar como o experimento deve proceder.
O homem de terno saiu da sala aonde estávamos e eu fiquei lá sentada repensando se aquilo valia mesmo a pena. Eu não tinha mais nada, meu emprego era uma merda, minha casa estava caindo aos pedações e a família que um dia eu tive nunca mais se interessara por mim, enquanto me perdia dentro desses pensamentos o outro agente entrou na sala, ele estava com um jaleco branco, tinha cabelos curtos e um pouco grisalho dos lados, usava um óculos com armação de tartaruga, seu jaleco estava meio amarrotado como se tivesse sido colocado as pressas, ela segurava uma prancheta digital na mão.
- Olá Sra. Somniure, eu sou o Dr. Otávio – disse ele estendendo a mão para mim, ele parecia ser bem mais simpático que o outro agente em questão – Se puder fazer o favor de me acompanhar irei lhe explicar como tudo deverá ocorrer e lhe fornecer a medicação necessária.
- Ok – respondia calmamente, levantando da cadeira e o seguindo por um corredor muito iluminado até chegarmos em algo que parecia ser uma sala de reuniões, ela tinha um projetor que estava exibindo provavelmente uma apresentação, o Dr. Otavio me fez sentar em uma das cadeiras da mesa e foi preparar algumas coisas em um computador. Enquanto isso notei que havia um espelho que cobria quase toda uma parede, pensei logo naquelas salas de interrogatório aonde colocam esses vidros espelhados de um lado e transparentes de outro.
- Vou exibir um pequeno vídeo, ele contem as informações básicas para o nosso projeto – disse ele terminando de mexer no computador, me virei para a tela e então começou uma voz feminina.

“O Projeto A Tulpa, é um estudo aprofundado da mente humana, é uma iniciativa dos Laboratórios Kutner em parceria com o Psicólogo alemão Henry Lindner. O Projeto em si é simples, a cobaia em questão deverá imaginar alguém com ela, alguma pessoa que não existe ou que ela já não vê a muito tempo. Estudos mostram que caso a pessoa tenha um elo com quem ela irá imagina, torna o experimento muito mais significativo.
Ele tem como base estudar e analisar a sua atividade mental durante o experimento. Os medicamentos servem para deixar a mente mais vulnerável aos efeitos do pensamento”

A tela se apagou e a sala ficou em completa escuridão até o doutor acender as luzes e começar a falar comigo.
- Bom imagino que você deva estar cheia de duvidas agora e eu estou aqui para sana-las então pode começar. – Sinceramente aquilo tudo não me importava a mínima, mas havia algumas duvidas básicas.
 - Quais medicamentos vou ter que tomar e quanto é o pagamento pelo experimento? – eram minhas únicas duvidas, o que havia me levado até aquele laboratório era a oferta de dinheiro.
- Então você terá que tomar 3 dessas por dia – disse ele tirando um frasquinho e colocando sobre a mesa – Um de manhã, um a tarde e um a noite e o pagamento será entregue na sua casa no inicio de cada semana, 800 reais por semana devido ao seu caso em especifico. Suas contas serão pagas pelo laboratório, até o fim do experimento você irá residir em nossas instalações.
- Ok e quando eu começo?
- Hoje mesmo, vou acompanhar você até seu quarto logo após assinar o contrato – ele me passou um outra prancheta com alguns papeis e uma caneta – Pode assinar no final das folhas logo depois de ler as mesmas.
- Ok, muito obrigado – peguei a prancheta na mão e passei o olho por cima das folhas e assinando.
O quarto era como o resto da instalação muito iluminado, toda mobília era branca, nada chamava muita atenção, a não ser outro vidro espelhado enorme em uma das paredes. Me entregaram um pulseira que iria medir todas as minhas informações vitais para garantir minha segurança e minha primeira pílula. A decisão de quem viria a ser a minha tulpa ainda me atormentava, mas eu sentia que precisava tentar superar isso.
A primeira coisa que reparei no quarto depois que o doutor saiu foi o berço e todos aqueles brinquedos de crianças espalhados em um canto da sala, tinha que iniciar logo o experimento, por mais que fosse doloroso tentei imaginar meu pequeno bebe ali, brincando com todos aqueles brinquedos. Enquanto tentava imaginar isso, sentia lágrimas escorrendo pelo meu rosto e instantaneamente adentrei em um choro profundo, tudo aquilo era doentio, mas eu havia aceitado participar por algum motivo que ainda não entendia. Talvez minha vontade pela vida tenha diminuído, ou então eu estivesse tão presa á memória de um filho que nunca tive que optei por fazer tais coisas.
Fui me deitar na cama, fazia tempo que não deitava em uma cama boa como aquelas, era aconchegante, por um instante esqueci o que estava fazendo lá, mas fui levada a realidade por um boneco de criança que estava deitado do meu lado na cama, assim que eu peguei uma voz encheu a sala.
- O boneco foi deixado para que fique mais fácil de você imaginar no princípio, conforme o tratamento for avançando iremos retirar ele do quarto. Haverá mais alguns estímulos sensórias para lhe ajudar nesse início, mas deixaremos que você note por conta.
Entendi nesse momento que eu não teria mais a minha estimada privacidade, tentei então procurar por algum lugar especifico para fazer minhas necessidades e achei uma porta, pelo menos isso eu poderia fazer sem ter ninguém me observando toda hora. Assim que me levantei para ir ao banheiro a voz falou novamente.
- É muito importante que você mantenha o pensamento constante na pessoa, essa conexão não pode ser quebrada por nenhum instante.
Isso vai ser complicado, foi o meu primeiro pensamento. Tentei novamente recuperar aquele sentimento, aquela saudade pelo meu filho, nesse momento escutei alguns barulhos de bebe e vi que vinham do boneco. Fui até o outro lado da cama e peguei o boneco no colo, ele era vazio, sem expressão, era difícil imaginar uma criança viva naquilo ali, alguém que precisasse do meu amor, mais uma vez a voz  encheu a sala.
- Dar um nome para seu “bebê” é crucial no desenvolvimento da tulpa.
Estava começando a ficar com raiva dessa voz que a cada 5 minutos me ordenava algo, mas ok, segui com experimento. Charles era o nome que meu filho iria ter, Charles Somniure, até que combinava um pouco e realmente deixava aquilo tudo mais palpável.
Levei o boneco até o berço, ele continuava soltando alguns sons, e fui até a porta que deveria me levar até um banheiro. Assim que entrei comecei escutar um som de choro, provavelmente deveria estar vindo do boneco novamente, voltei até ele e peguei ele no colo, mas aquilo continuava a soltar o som de choro e de repente comecei a sentir um cheiro ruim. Nesse momento reparei que ele usava uma fralda, procurei um balcão pelo quarto para que eu pudesse colocar o bebe me cima, até que localizei um fraldário, não muito longe da área dos brinquedos. Fui até lá com o boneco, coloquei ele em cima e tirei a fralda.
Embaixo haviam diversas gavetas e uma delas estava cheia de fraldas, peguei uma e coloquei no boneco e o choro parou, levei ele até o berço novamente. Quanto mais tempo que ficava segurando aquele boneco, mais eu me lembrava do meu filho, era difícil segurar o choro.
Chegou a hora do segundo remédio e logo depois que tomei bateram na porta.
- O Bebê está no berço? – perguntou uma voz feminina.
- Sim, o boneco está dentro do berço – respondi com uma voz meio amarga, depois disso ela entrou, tinha cabelos morenos e era alta e magra, aquele estereótipo de filmes pornôs, aparentava ser bem simpática e usava um jaleco branco que nem o do doutor porém menos amassado. Ela trazia um prato generoso de comida e um tigela com uma colher pequena.
-  Ele já tem um nome? – perguntou ela com uma voz delicada.
- Sim, Charles – respondi rispidamente, não gostava da maneira como ela fingia que tudo era real tão facilmente.
- Ok, sua janta e a do Charles estão aqui, amanhã de manhã voltarei para buscar os pratos e trazer o café, até amanhã.– disse ela colocando a bandeja sobre um balcão e depois se virou para o berço –Tchau tchau pequeninho.
Fui até o balcão, havia um prato cheio de arroz, feijão bife e fritas, um copo de água do lado e uma pequena tigela vazia com uma colherzinha. Peguei uma cadeira e comecei a comer, quando ouvi o choro do boneco, me levantei fui até ele e o peguei no colo, voltei até a cadeira peguei a colherzinha e comecei dar a comida imaginária para o boneco imaginário enquanto intercalava com algumas garfadas no meu prato. Fazia tempo que não comia uma refeição completa como aquela.
Terminei tudo e levei o bebe até o berço e fui para minha cama, não consegui dormir direito naquela noite, tive pesadelos a noite inteira com o parto, com as brigas que seguiram, meu marido me abandonando, e no meio da noite comecei escutar o choro do boneco. Levantei e fui até o berço, cada vez mais alto o som. Peguei no colo e comecei cantarolar e o choro foi diminuindo, até que consegui colocar ele no berço e voltar para a minha cama.
Acordei no outro dia e por um instante esqueci o que estava fazendo lá, me distrai aproveitando o colchão até que então duas batidas na porta me acordaram e acordaram o boneco também.
- Oh, desculpe Sra. Somniure, não pretendia acordar o Charles, achei que já estivessem acordados – disse a mesma mulher que veio trazer a janta – Estou com o café posso entrar?
- Sim – respondi me levantando da cama e indo até o berço enquanto ela colocava o café no balcão e tirava os talheres sujos. – Pronto, pronto.
- Sua dose para o remédio está junto com a comida senhora, mais uma vez desculpe pelo incomodo – disse ela ao pé da porta – Até mais tarde.
Fiquei com o bebe no colo por mais um tempinho e fui ver o que ela havia trazido, frutas e um sanduíche para mim e uma mamadeira para o bebê. Peguei a mamadeira e dei para o bebê antes de ir tomar meu café, depois levei ele até o berço e fui comer minhas frutas. No meio do caminho comecei escutar um barulho de tosse, voltei para o berço e vinha do boneco mesmo, ele deveria estar se “engasgando” com o leite, peguei ele no colo  rapidamente e botei sua cabeça em cima do meu ombro e comecei a dar tapinhas até que ouvi o som de um pequeno arrotinho, me senti mais feliz por aquilo, e coloquei o boneco de volta.
Tomei meu comprimido e meu café e voltei até o berço, peguei o bebê e fui até um pequeno sofá que tinha, liguei a tv e botei em um desenho, fiquei lá a manhã inteira até a assistente voltar com o almoço. O dia se passou normalmente depois disso, assisti mais um pouco de tv, brinquei um pouco com o bebe, era estranho, mas eu acho que o remédio está bloqueando a tristeza que eu deveria estar sentido, o remorso. Ao invés disso eu sentia um apreço maior pelo bebezinho.
O resto dos dia se passaram no mesmo estilo nada alterava muito, com o tempo eu comecei a ver mais vida naquele simples boneco, era como se ele tivesse olhos, como se seus braços se mexessem, não era mais um simples boneco, era um pequeno bebê, o meu pequeno bebê.
H.

A Garota Que Vi Ontem



Estava me arrumando, fazia tempo que não saia para ir em festas, sinceramente as festas da minha cidade já não me empolgavam nenhum pouco, a sua falta de variedade em pessoas desde que eu tinha 15 anos era depressiva. Porém aquele dia era algo um pouco maior então talvez algumas pessoas de fora estivessem por lá, por mais que fosse pequena a chance era bem melhor do que ficar mais um final de semana em casa sem fazer merda nenhuma.
Peguei minhas roupas típicas para festas, uma camisa social preta, um jeans e um all star. Estranho dizer isso, mas sim eu sou do tipo de caras que passam muito tempo arrumando o cabelo antes de sair, enfim depois de algum tempo nessa “preparação” eu sai de casa. O evento em questão era um festival de bandas que iria acontecer em uma espécie de sitio o que significa que era bem afastado da cidade, não que a cidade em si já não fosse afastada o suficiente da civilização. Fui até a praça e me sentei num banco para esperar o meu amigo que daria a carona.
Fiquei lá sentado por algum tempo analisando as pessoas passarem, nada me chamou muita atenção, o que me fez esboçar algum interesse foram duas garotas sendo uma estranhamente familiar. Vi o carro do meu amigo chegando e ele estacionou o carro do outro lado da rua e deu uma buzinada, levantei tirei os fones e enrolei eles nos meus dedos para dar menos chances de ficar embaraçado quando colocasse no bolso.
 - E aí Paulo, de boa? – Disse entrando no carro do meu amigo.
- Suave Antonio, suave – respondeu ele olhando o retrovisor e o voltando para a estrada
- Como que estava ontem, deu bastante gente? – O evento em questão era de dois dias, no primeiro dia não consegui ter saco suficiente para ir, mas o segundo dia fiquei mais interessado.
- Olhar deu bastante gente para uma sexta feira a noite – respondeu ele normalmente, a banda dele tinha tocado naquele dia – Mas a galera começou a ir embora cedo, só quem comprou o pacote para acampar ficou até o fim.
- E foi até que horas mais ou menos? – Continuei fazendo aquelas perguntas padrões para não ficar aquele silencio desconfortável.
- A gente foi a penúltima banda, tocamos as 3:40 até as 4:30 – disse ele me olhando e dando uma risada – A última terminou era quase 6hrs.
- Massa – respondi, por algum motivo aquilo realmente me deixou empolgado. – E as biras estão baratas?
- Olha, não vi ninguém reclamando e tu sabe que eu não bebo então devem estar – nessa hora adentramos uma estrada de chão que subia um morro – Mas geralmente está uns 5/6 conto.
- É tá meio de boa então – respondi olhando pra fora, sempre gostei de analisar a natureza e os padrões que são formados quando tudo está em movimento.
Nesse momento chegamos perto da estrutura do evento, um dos integrantes da banda dele já havia chegado e estava ajudando no controle de entrada e saída, depois de algumas piadinhas aqui outras ali, a gente subiu em direção ao estacionamento. De lá tinha uma vista geral do evento, de onde a galera que havia comprado o combo estava acampada, até aonde era o estacionamento, o palco em questão ficava na parte menos elevada do morro e logo na frente dele havia uma lona esticada verticalmente em relação ao palco e já havia algumas pessoas ali.
Me comprei um latão de cerveja, não era das melhores, era daquelas vagabundas que com certeza eram feitas em maioria com mais milho que cevada, mas dava pra refrescar e estava muito quente. Quente demais até para as 18hrs. A banda que estava tocando era bacana até, porém eu não curtia muito o estilo deles, então fui até o lado aonde a sombra batia me sentei e fiquei lá saboreando minha cerveja de milho e observando o movimento.
Por volta das 21hrs aquilo já estava cheio, já havia ido guela abaixo umas 6,7 cervejas e mais algumas coisas bebidas em alguns copos de amigos/conhecidos. A única coisa que merece ser citada nesse meio tempo foi uma guria. A mesma guria que estava com sua amiga, que eu havia visto quando estava esperando meu amigo me dar a carona, ela era baixinha, tinha cabelos castanhos e longos e um pouco cacheados, acredito que o nome correto seja baby-liss. Usava uma blusa preta, no estilo regata e um short. Tinha um nariz um tanto quanto caricato, que dava uma profundidade interessante para seu olhar, castanho e de aparência largado, o que particularmente acho um charme.
Observei ela por alguns instantes, as vezes acho que até houve uma troca de olhares, porém não quis confirmar nada em minha mente antes de ter certeza. Notei que ela volta e meia parava pra dialogar com um grupo de guris que por coincidência eram meus amigos, então esperei, quando notei que ela estava com eles resolvi me aproximar ao grupo.
 - Giovani, meu jovem que tu tens nesse teu copo – disse eu, minha língua já estava meio solta e a felicidade adentrada em minha personalidade.
- Conhaque puro cara, quer? – Peguei o copo da mão dele e virei, tinha metade.
 - Desculpa, mas tava com muita cede – disse devolvendo o copo pra ele com o resto da minha bira, me virei então para as garotas e as cumprimentei – Olá moças, Antonio Somniuere, muito prazer.
- Simone – respondeu aquela pela qual eu estava interessado me dando um abraço e logo depois a outra.
- Júlia – seguiu exatamente como a Simone, um abraço e um beijo na bochecha.
- Jovem, tu sabe qual vai ser a banda que vai tocar agora – perguntou meu amigo.
- Ouvi boatos que vai ser a Libertino – respondi não dando muita atenção, estava tentando demonstrar ao máximo que estava afim da Simone através de olhares que aparentemente estavam sendo retribuídos. – Vou lá me comprar mais uma bira, se falamos jovem.
Sai de circulação por um tempo, fui comprar mais cerveja e alguma comida, depois voltei e fiquei pelas bordas da lona apenas observando pra ver se encontrava a moça novamente, era quase 1hr da manhã, quando a vi novamente e decidi que seria a hora de agir, virei o resto de cerveja que havia na lata, joguei ela fora e fui em direção a garota.
- E ai moça Simone – aproveitei que estavam arrumando as coisas para a próxima banda para puxar assunto, pois enquanto uma banda tocava não se ouvia nada e eu me garanto muito mais em lábia do que dança – Como estás moça?
- Somnier – disse ela com a voz um pouco mais embargada – estou um pouco bêbada jovem e você?
- Bom quem não está bêbado a essa altura? – Disse fazendo ela dar uma risada – Quem não bebeu o suficiente até agora, não bebe mais.
- Pois é - disse ela olhando para o copo quase vazio e depois olhando pra mim com um olhar carregado de intenções, me aproximei e botei a mão um pouco acima da cintura trazendo ela mais pra perto e falei no ouvido.
- Tu me chamaste bastante atenção garota – ela se ergueu um pouco para conseguir chegar a minha orelha e sussurrou pra mim.
- Chamei é? – Aquela voz acendeu meu corpo inteiro de uma hora pra outra e ela continuou – Também fiquei interessada em ti moço.
- A gente pode discutir sobre esse interesse em algum lugar com menos gente não acha? – não era muito do tipo que enrolava e naquela altura, ambos estávamos com uma grande quantidade de álcool no corpo pra ficarmos fazendo os rituais de sempre, ela confirmou com a cabeça e eu conduzi ela pela mão.
Levei ela até a área aonde os carros estavam estacionados, fomos até achar uma SUV e ficamos parados por um instante nos olhando, até que puxei ela pela cintura e a beijei, sua boca estava com um leve gosto de Vodka com Sprite e sua língua estava gelada. Com uma das mãos segurava a cintura dela junto ao meu corpo e com a outra fui subindo pelo pescoço até chegar até a parte de trás de sua nuca, enquanto ela passava as delas pelas minhas costas de um jeito que me relaxava e me enchia de tesão ao mesmo tempo.
Avaliei bem se iria prosseguir para o outro estágio com ela naquele lugar, os beijos dela estavam muito intensos definitivamente ia querer mais daquilo, porém a carne foi mais forte. Mas primeiro deveria saber se ela estava tão afim de seguir a adiante quanto eu, enquanto continuávamos nos beijando tirei a mão da nuca dela e peguei uma das mãos dela e levei ela até a minha cintura e soltei. Ela tirou a outra mão que estava nas minhas costas e começou a abrir meu zíper em meio a beijos e suspiros, eu fui imitar os movimentos dela, porém ela não me deixou tirar a mão de sua bunda e quando vi meu pau já estava para fora e ela estava me masturbando com suas mãos magras e geladas o que deixava tudo ainda mais sexy.
Depois de alguns instantes assim ela parou de me beijar e de me masturbar e começou a me olhar com uma cara ainda mais safada e foi se abaixando, ia tirar minhas mãos de perto, mas ela colocou minhas mãos na cabeça dela e quando havia se abaixado o suficiente começou a me chupar. Primeiro senti os lábios dela e depois a língua que não ficava parada, a toda hora ela mexia a língua pra algum lado me dando muito mais tesão enquanto eu ditava a velocidade mexendo a cabeça dela. Prosseguimos assim por alguns minutos, sentia no céu, mas senti que não iria aguentar muito mais se ficássemos naquilo então puxei a cabeça dela para trás, ela me olhou com um cara de “por que? ”.
Eu levantei ela e a botei com as costas na SUV, me abaixei e tirei o short e a calcinha dela, coloquei suas pernas por cima dos meus ombros e me levantei. Ela ficou um pouco mais alta que a SUV e então comecei a chupar ela, fui dando alguns beijos e lambendo a região abaixo do umbigo e até chegar na clitóris, usei minha língua pra estimular aquele ponto especifico por um tempo e depois fui tentar deixar alguns chupões pela coxa dela, mas ela me puxou pelo cabelo pra manter a cabeça lá, então resolvi aplicar meu chupões lá mesmo, depois voltei a brincar com a minha língua até que me abaixei e tirei ela de cima dos meus ombros.
Ela começou a tentar tirar a minha camisa enquanto eu tentava pegar uma camisinha no bolso da minha calça. Por fim ela apenas desabotoou a camisa enquanto eu colocava a camisinha. Feito isto voltamos a nos beijar enquanto deixávamos nossos órgãos se roçarem lá embaixo, depois de algum tempo comecei a introduzir ele bem devagar e ela começou a cravar suas unhas em mim e soltar gemidos baixinhos, fui acelerando aos poucos e ela continuava me beijar e a cravar as unhas nas minhas costas, enquanto eu a abraçava com um braço e o outro novamente em sua nuca. Ela começou gemer um pouco mais alto e eu ia um pouco mais rápido e mais fundo até que senti que não iria aguentar muito mais e pelos arranhões e gemidos tive certeza que ela estava quase. Então ela parou de me arranhar e botou uma mão no meu peito me fazendo parar o movimento, eu estava quase explodindo de tesão quando ela disse.
- Tira a camisinha, quero te sentir antes disso terminar – não me importei com o risco de acontecer alguma coisa, simplesmente tirei a camisinha.
Coloquei de volta dentro dela, era ainda melhor sem a camisinha, sentia o calor dela, sentia as paredes da vagina dela se fechando contra meu pau que pulsava, ela voltou a me aranhar e a gemer e eu fui aumentando a velocidade aos poucos. Até que ela parou de me beijar, botou sua cabeça ao lado da minha e começou a gemer de uma maneira meio alta, ela estava gozando e eu fui logo em seguida. Puxei ela bem rente ao meu corpo enquanto suspirávamos de maneira forte.

H. 

Vírus Sigma


“As definições de vírus foram atualizadas”

Acordei com a cabeça deitada no teclado, o headset torto na cabeça e uma baba no canto da boca. Com os olhos ainda um pouco embaçados e desorientado fui “cegado” pelo  brilho do monitor, demorei um pouco para me “estabilizar” e ver a hora no canto do monitor 04:23  tentei lembrar o que estava fazendo antes de dormir. Vi o player de vídeo aberto com um arquivo em “stop” algumas notificações nas redes sociais e uma barrinha na parte de baixo do navegador dizendo que o download havia sido concluído.

Era a room² de um jogo de Super Nintendo, Megamen X, reavaliei se voltava a dormir ou se permanecia acordado, dei um longo bocejo me sentei na cama e tirei a camisa do pijama. Estava muito calor aquela noite, dei uma olhada pela janela que ficava sobre a minha cama e estava aberta no momento e enxerguei um céu totalmente limpo, um azul turquesa, várias estrelas  e uma lua brilhando. Voltei o olhar para o meu quarto, as cobertas jogadas para os pés da cama, copos e pratos do lado da cama e na mesinha que estava na frente da minha cama, ao lado do notebook estava uma xícara pela metade com um café frio. Mesmo frio tomei tudo que restava em um gole e coloquei a xícara junto às louças do lado da cama.

Olhe as notificações nas redes sociais, a maioria delas eram de pessoas reclamando que eu havia pegado no sono, algumas ainda online e outras já haviam partido, bocejei mais uma vez e fechei todas, não iria responder a eles, pelo menos não agora. Abri a pasta de downloads, procurei o arquivo da room, copiei ele e coloquei em uma que ficavam as outras, abri emulador e iniciei o jogo.

“Um malware foi identificado”

Mais uma vez a voz do antivírus falou e no momento que ela falou o emulador se fechou e apareceu o aviso – Vírus Sigma: Arquivo MegaManX.room – Coloquei em mover para quarentena, mas o aviso voltou a aparecer, dessa vez botei em excluir o arquivo, porém mais uma vez apareceu, mas agora em outro arquivo – Vírus Sigma: Arquivo Google Chrome.exe –  resolvi colocar para scanear o sistema, porém o programa travou em 1%. Reiniciei o notebook, já estava meio nervoso. Assim que religou a voz disse novamente.

“Um malware foi dentificado”

Abri o aviso e apareceu 243 itens infectados com a merda do vírus e em primeiro lugar estava – Vírus Sigma: Arquivo Avast.exe – Fui tentar iniciar um scaneamento novamente, mas igual a antes o programa bugou e ficou travado, fechei ele através do  gerenciador de tarefas e abri o navegador diferente do meu principal para baixar outro antivírus. Quando eu abri ele o prompt de comandos se abriu e nele estava uma imagem do personagem Sigma do jogo que eu havia baixado.

Em seguida palavras foram aparecendo abaixo da imagem “hahaha, muito obrigado, fazia tempo que não me procuravam”  fiquei pensando se podia realmente levar aquilo a sério, mas ignorei e continuei a procurar um novo antivírus.  Enquanto eu ia procurando a janela continuava a mandar mais mensagens  Não faz diferença em qual software você irá confiar, eu corrompo a todos” eram 5:30 e eu estava começando a ficar puto com a situação.

Iria demorar 15 minutos para baixar o programa, nesse meio tempo resolvi pesquisar sobre a porcaria do vírus para saber se tinha alguma maneira mais fácil de eliminar ele, enquanto isso a janela continuava a aparecer na frente de tudo com mais frases “Por que está pesquisando sobre mim”, ”Eu estou aqui”, “Converse comigo, eu tenho todas suas respostas”. Não achei nada relacionado a um vírus de computador, resolvi pesquisar sobre o personagem do jogo em questão e a janela voltou a aparecer “Agora você está chegando perto”.

Fiquei mais puto com a situação e resolvi digitar na janela:

“Quem é você e o que você quer?”
 “Eu já disse, eu irei corromper tudo!”
Como você pretende me corromper?”
Você já é um ser corrompido...”
“O que você quer dizer com isso?”
“Ora, ora, você quer que eu fale sobre sua depressão, sobre as cicatrizes nos seus braços?”
“Agora já chega, quem é o filho da puta que está fazendo isso?”
“Eu sou Sigma, você já sabe disso, mas há muitas coisas que você não sabe.....”
“Porra, mostre quem você é, não fique de mimi com apelidos ridículos”
“Eu vou lhe mostrar algo.....”

Nesse instante abriu a imagem da web cam do quarto da minha namorada, ela estava na cama de costas para a webcam, estava em cima de alguém totalmente nua, pulava sobre essa pessoa e soltava gemidos e falou “Flávio, aaah, continua, aaah” . Mais uma vez a janela subiu “Sua namorada realmente está se divertindo com seu amigo não é” não sabia o que responder apenas fiquei olhando para a tela do computador com vários sentimentos dentro de mim, fúria, tristeza, ódio e outra mensagem subiu “Vamos continuar com nossas revelações.....”

“Aquele garoto é um baita de um desgraçado, chorão e preguiçoso, eu tenho vergonha de ter tido um filho assim. Fica a porra do dia inteiro naquele computador e quando não está nele, está chorando. Preferia ter  jogado ele na lixeira quando era bebe, não teria tido tanto stress.”

Era a voz da minha mãe, fiquei atônito mais uma vez, não sabia o que fazer e aquela maldita janela voltou a subir


“ Mas agora vamos falar de você Marcos, um menino baixo de cabelos escuros e magro que passa as noites se  masturbando vendo vídeos pornográficos com animais, que passa a vida como um merda, que nunca ajudou ninguém, que nunca conseguiu ser quem quis ser na vida e só ficou chorando. Seu estado é lastimável, sua existência é lastimável.

Nesse instante vários arquivos de áudios começaram a se reproduzir, diversas vozes conhecidas. Meu pai, meus tios, meus amigos, minha mãe, minha vó e todos diziam praticamente as mesmas frases.

“Queria que ele  desaparece-se”

“Queria que nunca tivesse conhecido ele”

“Queria que a minha mulher tivesse abortado”

“Ele podia se explodir que ninguém iria ligar”

“Ele não é nada e nunca vai ser bosta nenhuma”

Peguei duas laminas no meu guarda roupa, sentei na beira da janela, senti o metal cortando a minha carne, as minhas veias até travarem nos meus ossos. Fiquei sentado observando o céu, com sangue escorrendo dos dois pulsos, lágrimas escorrendo dos olhos. Senti meu corpo escorregando da janela e o vento batendo no meu rosto e então um impacto com o chão. Ainda estava vivo, estava com dor pelo corpo todo e todas aquelas frases ecoavam pela minha cabeça me torturando mentalmente até finalmente a morte me alcançar.

H.